Packers vence os Jets na prorrogação e respira após início turbulento de temporada
Green Bay supera o New York Jets por 20 a 17 no overtime, depois de estar dez pontos atrás no último quarto; defesa e special teams salvam uma atuação ofensiva novamente preocupante
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Por: Marcus Rovere
O Green Bay Packers encontrou uma maneira de vencer.
Em uma partida marcada por erros, lesões, penalidades e um desempenho ofensivo bastante abaixo do esperado, Green Bay derrotou o New York Jets por 20 a 17 na prorrogação, neste domingo (20), no MetLife Stadium.
A vitória coloca os Packers com campanha de 1-1, interrompendo uma sequência de seis derrotas consecutivas e evitando que a equipe começasse a temporada com duas derrotas. O resultado, entretanto, não apaga os muitos problemas apresentados pelo time.
Green Bay terminou a partida com apenas 199 jardas totais, converteu somente 1 de 9 terceiras descidas e cometeu 14 penalidades aceitas para 133 jardas. Packers e Jets combinaram 27 penalidades e 289 jardas de punições.
Ainda assim, quando o jogo estava por um fio, a defesa e os special teams apareceram.
Dez pontos atrás no quarto período
O cenário parecia bastante negativo para Green Bay. Os Jets chegaram ao último quarto vencendo por 17 a 7, depois de uma partida em que a defesa de Nova York conseguiu limitar severamente o ataque dos Packers.
Jordan Love teve dificuldades para encontrar ritmo e terminou com 16 passes completos em 29 tentativas, 145 jardas e dois touchdowns.
O ataque, que já havia sido uma das grandes preocupações na derrota para o Minnesota Vikings na semana anterior, novamente passou boa parte da partida produzindo muito pouco.
A reação começou quando Love encontrou Christian Watson para um touchdown de três jardas, reduzindo a diferença para 17 a 14.
Pouco depois, apareceu um dos grandes personagens da tarde.
Skyy Moore muda o jogo
Contratado principalmente para ajudar nos retornos, Skyy Moore teve uma atuação decisiva nos special teams.
O recebedor retornou um punt por 63 jardas até a linha de 19 jardas dos Jets, colocando Green Bay em excelente posição para marcar.
A jogada terminou com um field goal de 34 jardas de Trey Smack, empatando a partida em 17 a 17.
Moore terminou o jogo com 214 jardas combinadas em retornos, sendo 116 em kickoffs e 92 em punts, além de seis jardas recebendo passes.
Foi uma das atuações mais impactantes de um jogador de special teams dos Packers nos últimos tempos.
Lukas Van Ness finalmente aparece
Se existe um nome que merece destaque especial na defesa, é Lukas Van Ness. O EDGE teve uma das melhores atuações de sua carreira e foi fundamental nos momentos decisivos.
Van Ness terminou a partida com 10 tackles, três tackles para perda e 1,5 sack, além de sete pressões sobre Geno Smith.
Mas sua principal jogada aconteceu no final do quarto período.
Com o jogo empatado em 17 a 17, os Jets tinham uma quarta descida para uma jarda na região do meio-campo. Van Ness penetrou rapidamente na linha ofensiva e, junto com Jonathan Ford, derrubou Braelon Allen antes que ele alcançasse a primeira descida.
A defesa devolveu a bola para Jordan Love e manteve os Packers vivos.
Na prorrogação, Van Ness voltou a aparecer: ele e Barryn Sorrell conseguiram sacks consecutivos sobre Geno Smith, forçando um three-and-out que praticamente decidiu a partida.
Depois do jogo, a atuação de Van Ness foi apontada por diferentes veículos como um dos principais motivos para a vitória de Green Bay.
Trey Smack vira herói
E então chegou a vez de Trey Smack. O rookie kicker teve a responsabilidade de decidir a partida duas vezes.
Primeiro, acertou um field goal de 34 jardas para empatar o jogo no último quarto.
Na prorrogação, depois de boas corridas de Kaleb Johnson e uma recepção de Chris Brooks, além de uma conexão de Matthew Golden que colocou a bola dentro das dez jardas, Smack entrou em campo novamente.
Aos 5min23s do overtime, ele acertou o chute de 26 jardas.
Fim de jogo:
Packers 20 x 17 Jets.
Para Smack, foi o primeiro field goal de walk-off de sua carreira na NFL — e justamente em uma partida em que os Packers precisavam desesperadamente de uma vitória.
MarShawn Lloyd também tem motivo para comemorar
Outro momento importante foi o primeiro touchdown da carreira de MarShawn Lloyd.
O running back recebeu um passe de seis jardas de Jordan Love e conseguiu entrar na end zone no segundo quarto.
Lloyd passou por duas primeiras temporadas extremamente prejudicadas por lesões e praticamente não conseguiu ter continuidade em campo.
Seu touchdown representa, portanto, um pequeno passo importante para um jogador que ainda busca estabelecer seu espaço no ataque de Green Bay.
A defesa carregou os Packers
Apesar dos problemas, a defesa conseguiu aparecer quando mais precisava.
Além de Van Ness, nomes como Edgerrin Cooper, Xavier McKinney, Evan Williams, Barryn Sorrell e Dani Dennis-Sutton tiveram participações importantes.
A defesa também conseguiu limitar Breece Hall a apenas 29 jardas terrestres em 16 carregadas, embora tenha permitido algumas jogadas explosivas durante a partida.
Na prorrogação, entretanto, o grupo foi perfeito.
Os dois sacks consecutivos de Sorrell e Van Ness colocaram os Jets em uma situação praticamente impossível, obrigando Nova York a devolver a posse.
O grande problema continua sendo o ataque
A vitória não pode esconder uma realidade preocupante. O ataque dos Packers produziu apenas 199 jardas totais.
É um número particularmente alarmante para uma equipe que entrou na temporada com expectativas elevadas e que possui jogadores talentosos em praticamente todas as posições ofensivas.
A linha ofensiva também foi severamente prejudicada pelas lesões.
Zach Bako-Bewele, Aaron Banks e Donovan Jennings deixaram a partida machucados, obrigando Green Bay a recorrer ainda mais à sua profundidade no elenco.
O resultado foi uma situação bastante complicada para Matt LaFleur, que precisou administrar uma unidade ofensiva constantemente pressionada e sem continuidade.
Matt LaFleur começa a sentir pressão
A vitória não elimina a discussão sobre Matt LaFleur.
Na verdade, ela apenas adia uma conversa que já começou a ganhar força. Depois da derrota para Minnesota na estreia e do desempenho ofensivo extremamente irregular contra os Jets, a cobrança sobre o treinador aumentou.
A CBS Sports, por exemplo, destacou que LaFleur merece ser alvo de escrutínio diante do início extremamente irregular da equipe. O veículo chamou atenção para o fato de Green Bay ter vencido mesmo com menos de 200 jardas, mais de dez penalidades e sem conseguir registrar um turnover defensivo — uma combinação estatisticamente extremamente rara.
Com uma temporada longa pela frente, o desempenho ofensivo será inevitavelmente um dos principais pontos de avaliação sobre o trabalho da comissão técnica.
Lesões preocupam
A vitória também teve um preço alto. Jayden Reed deixou o campo logo no início da partida com uma lesão no pescoço, enquanto Zach Bako-Bewele sofreu uma lesão no joelho.
Aaron Banks sofreu uma lesão no dedo do pé e seu substituto, Donovan Jennings, também deixou o jogo, com problema na mão.
A situação é especialmente preocupante porque os Packers terão pouco tempo para se recuperar antes da próxima partida.
Próximo desafio: Atlanta Falcons
E o calendário não dará descanso. Os Packers voltam a campo já na quinta-feira, quando recebem o Atlanta Falcons no Lambeau Field, em uma partida válida pela Week 3.
A curta semana torna a situação ainda mais delicada, principalmente por causa das lesões na linha ofensiva.
Ao mesmo tempo, o confronto representa uma oportunidade para Green Bay mostrar que a vitória sobre os Jets foi mais do que uma reação isolada.
Depois de duas semanas, o retrato dos Packers é bastante contraditório:
1-1 na campanha, mas com um ataque que ainda não encontrou consistência; uma defesa que mostrou capacidade de decidir jogos; special teams assumindo protagonismo; e uma lista de lesões começando a crescer.
A vitória em Nova York dá algum fôlego para Green Bay. Mas contra Atlanta, o time precisará mostrar algo que não conseguiu fazer de forma consistente nas duas primeiras semanas: jogar bem durante quatro quartos.
A temporada está apenas começando, mas a pressão para encontrar respostas — especialmente no ataque — já é real.
Fonte: Packers.com; CBS; ESPN. Foto: Packers.com